Questão 3

Medicina

Leia o trecho do artigo “Educar e proteger na internet (e não da internet)”, de Januária Cristina Alves, para responder à questões.


Éramos mais de 100 adultos reunidos na quadra de uma escola, prontos para conversar sobre os desafios de educar crianças e jovens nos dias de hoje. [...] E após mais de uma hora de conversas e debates, pude arriscar uma síntese da tônica das conversas: “Crianças e adolescentes devem ser protegidos na internet, e não da internet” [...].

Nesse sentido, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ressalta a importância da educação midiática como possibilidade de ampliar o empoderamento das crianças. Distinguir fatos de opiniões, entender o funcionamento do autoplay do TikTok, por exemplo, são competências desejáveis para a formação de um cidadão potente, que desenvolverá a autoestima e a confiança necessárias para tomar decisões sustentáveis. Porém, vale lembrar que a educação para as mídias deve também formar para a aquisição do pensamento crítico. Ou seja, a educação midiática é para todos e deve ocorrer o tempo todo, porque antes de parar e pensar sobre o que se quer curtir, comentar, compartilhar ou postar, precisamos aprender a pensar. Se não sabemos refletir a respeito daquilo que nos acontece e num segundo momento buscar alternativas para transformar a nossa realidade, não seremos capazes de desenvolver competências e habilidades intelectuais e emocionais que nos permitam lidar com as mazelas trazidas pelas redes sociais — desinformação, ansiedade, depressão, ciberbullying, discurso de ódio, dentre outras.

(www.nexojornal.com.br, 06.06.2024. Adaptado.)

“‘Crianças e adolescentes devem ser protegidos na internet, e não da internet’” (1° parágrafo)

As preposições “na” e “da” estão sublinhadas no artigo, pois o propósito do texto é