Leia o trecho do texto “O homem cadente”, do escritor moçambicano Mia Couto, para responder às questões de 16 a 20.
Quando me vieram chamar, nem acreditei: — É Zuzézinho! Está caindo do prédio. E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu. Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...] Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.
Sobre o uso do gerúndio na frase “Está caindo do prédio” (2º parágrafo), o narrador do texto manifesta